Cuidados
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Thyago Raposo

Cuidados para investir em imóveis no exterior

setembro 13, 2017
Cuidados

Confira pontos essenciais a serem considerados antes de comprar uma propriedade para morar ou lucrar em outro país

Você analisou seu patrimônio e decidiu que é hora de internacionalizar seu portfólio de investimentos. Com o devido planejamento, a decisão é bem vinda para seu futuro financeiro e das suas próximas gerações (leia mais sobre o assunto no texto Porque os brasileiros investem cada vez mais em imóveis no exterior?).

O próximo passo é escolher o país que irá receber seus investimentos ou até a sua família, para quem busca também uma nova vida no exterior. Para isso, é importante ter em mente antes de tudo que a decisão tem que ser mais racional do que emocional.

Cada país oferece condições legais diferentes para os estrangeiros que pretendem comprar bens em seu território. No Canadá, na província de British Columbia, pessoas de outras nacionalidades pagam 15% a mais de impostos para comprar imóveis. E em diversos países da Europa é proibido para estrangeiros comprar casas e depois alugá-las.

Nos Estados Unidos, é preciso pagar 40% do valor do imóvel em impostos quando ele passa a ser herança. Em compensação, propriedades de pessoas jurídicas não passam por essa tributação. Se a ideia é fazer renda com aluguel, abrir uma empresa para registrar os bens é vantajoso tanto do ponto de vista tributário quanto do jurídico.

Pensar lá na frente

Um ponto importante a levar em consideração é se o local escolhido apresenta boas perspectivas a longo prazo. Algumas cidades ou país passa por um boom, seja motivado pelo turismo, cultura ou economia do momento e, depois, o proprietário encontra dificuldades de vender a propriedade ou mantê-la lucrativa.

É o caso de Miami para os brasileiros. Entre 2009 e 2015, a cidade da Flórida foi alvo de interesse tanto de investidores que internacionalizaram seu patrimônio quanto de famílias em busca de residência no exterior.

Com a alta do câmbio, a cidade, que é em grande parte dependente dos dólares dos estrangeiros, viu a taxa de vacância dos imóveis subir. Já os brasileiros, em crise nacional e com o real desvalorizado, tiveram dificuldade de manter seu financiamento em dia. Assim, muitas casas foram postas novamente à venda.

Já mercados sólidos, de grandes metrópoles como Nova York e Tóquio, tendem a ser mais seguros porque são também importantes centros econômicos e políticos, onde há pouco espaço para novos imóveis e cada pedaço de terra é disputado há décadas.

Pesquise bastante e consulte um consultor imobiliário com ampla experiência. Assim sua tranquilidade e rendimentos no exterior terão maiores chances de sucesso e menores riscos.

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Autor

Thyago Raposo.

thyago.nunes@elliman.com

Brasileiro atuando há mais de 10 anos no mercado de Nova York, ajudo pessoas a realizarem seu sonho de morar e investir na mais fantástica cidade do mundo.

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